A infestação do mosquito borrachudo volta a preocupar moradores da região rural de Joinville. O fato foi relatado por representantes de associações de moradores e do turismo em reunião realizada pela Comissão de Economia e Agricultura da Câmara de Vereadores. As reclamações motivaram o envio de uma moção ao Executivo para que identifique as causas e encaminhe as providências necessárias para o controle do mosquito.
O controle do borrachudo é realizado em Joinville com a aplicação do BTI, produto que é aplicado em mais de 2 mil pontos da cidade por equipe terceirizada. O serviço era administrado pela Unidade de Desenvolvimento Rural e passou a ser de responsabilidade da Secretaria do Meio Ambiente. Dois técnicos da UDR fazem a fiscalização em campo.
Na reunião da Câmara, o presidente da Comissão de Economia e Agricultura, vereador Adilson Girardi, citou vários pontos da região rural onde moradores reclamam da quantidade de mosquitos. "Num dos grupos de moradores pela rede social há pelo menos 20 registros, todos na região rural do Vila Nova. Não se pode considerar isso normal, por isso estamos cobrando uma ação mais efetiva por parte da Prefeitura", comentou.
Segundo o secretário do Meio Ambiente, Fábio Jovita, existem dois processos ativos na secretaria referentes ao contrato para controle do borrachudo. "Temos um procedimento instaurado para prorrogar o contrato atual e outro que trata da elaboração do termo de referência para licitar o novo contrato", explica. "Estamos trabalhando desde o ano passado na elaboração da nova licitação para garantir que não haja descontinuidade do controle", concluiu.
Para o diretor executivo da Unidade de Desenvolvimento Rural, Luiz Carlos da Maia, o aumento na incidência do mosquito pode ter várias motivações. "Trata-se de um fator que envolve o meio ambiente, então há variáveis que podem ter influência, mas nossa equipe vai fiscalizar os pontos de aplicação do BTI para verificar se ouve interrupção ou se o fato é motivado por algum outro fator", comentou.
Turismo rural
A presença do borrachudo liga o alerta para os empreendedores do turismo rural. Maiara Brümmer, presidente da Associação do Turismo Rural de Joinville (Aterj), explica que quando ocorre o descontrole na aplicação do BTI todo um ciclo de vida do mosquito sofre interferência. "Isso acaba prejudicando as propriedades do turismo rural, pois ninguém quer estar em locais com incidência de borrachudos", alerta.
Foto: Divulgação.
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