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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Alunos da escola Karin Barkemeyer desenvolvem projeto de prevenção ao caracol africano


Professores, pais e alunos da Escola Municipal Karin Barkemeyer, no bairro Vila Nova, uniram forças para prevenir e combater o caracol africano. 

Com o apoio de equipe da Vigilância Ambiental da Secretaria da Saúde o grupo desenvolve atividades na escola e na comunidade. 

Nesta sexta-feira (28), durante todo o dia, os resultados são apresentados na Feira Interdisciplinar promovida pela escola.

As pesquisas sobre o tema iniciaram em março. “Nesta etapa os alunos ficaram sabendo de todas as características do molusco, como o histórico, as doenças ocasionadas, as formas de coleta e de descarte”, explicou a professora Andréia B. L. Klitzke, que coordena o projeto em parceria com a professora Zinai Gomes. 

No trabalho de campo, alunos recolheram amostras do caracol em terrenos no entorno da escola com o apoio de professores e pais. Uma cartilha com orientações gerais foi elaborada e será distribuída durante a Feira Interdisciplinar. "O objetivo é multiplicar os conhecimentos sobre o tema", disse Andréia.

Segundo o agente Carlos Alberto Ritter, da Vigilância Ambiental, o Vila Nova é o bairro com o maior número de registros do caracol africano. “São pelos menos 50% mais registros que as demais regiões”, comentou. Por conta das estatísticas, Ritter explica que são intensificados através de palestras os trabalhos de orientação nas demais escolas do bairro.

Nas palestras a orientação geral é a de evitar o acúmulo de lixo nos terrenos “onde o caracol se prolifera”, explica. Lugares com lixo servem de abrigo e alimento para o caracol, que prefere sempre locais úmidos. Em regiões com plantação de bananeiras, a orientação é recolher as folhas secas, antes que elas virem abrigo e alimento para o molusco. 

A reclamação sobre a presença de caracóis em terrenos baldios deve ser feita na Ouvidoria da Prefeitura de Joinville, pelo telefone 156 ou pelo site ouvidoria.joinville.sc.gov.br. Com o registro, a equipe da Vigilância Ambiental confere a denúncia e dá encaminhamento para que o proprietário do imóvel seja notificado e providencie a limpeza do terreno.

Perigos

Segundo dados da Vigilância Ambiental, em 50% das amostras coletadas e analisadas em Joinville, o caracol foi diagnosticado como um parasita causador de meningite eosinofílica. Este parasita pode ser transmitido pela ingestão acidental do molusco ou de seu muco, e através de hortaliças, mãos e objetos contaminados pelo caracol.

Como se prevenir

A médica veterinária Dieiny Belli explica que hortaliças que entraram em contato com o caracol ou que foram plantadas em ambiente onde o animal existe não devem ser consumidas. Em regiões onde a presença do caracol não é confirmada, as hortaliças podem se lavadas com solução de hipoclorito de sódio (até 4 gotas de água sanitária para cada litro de água e deixar os alimentos em imersão por 30 minutos).

Os caracóis devem ser coletados com as mãos protegidas por luvas ou outro material plástico descartável, colocados dentro de sacos plásticos e levados às unidades de saúde e Subprefeituras, que estão equipadas com tonéis de coleta.


Locais para descarte no Vila Nova

Unidade Básica de Saúde, rua XV de Novembro ao lado do número 8.430

Posto de Saúde da Família Anaburgo, rua Arnoldo Fred Liermann, nº 93

Ponto Comercial, rua Bento Torquato da Rocha, nº 818
Subprefeitura Oeste, rua São Brás, nº 184

Nos demais bairros da cidade, entrar em contato com a Unidade de Saúde e Subprefeitura da região.

Fotos: Rogerio da Silva/Secom

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