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domingo, 19 de janeiro de 2014

Borrachudo volta a incomodar no meio rural

A combinação de fatores como calor, chuva, desmatamento das margens e despejo de matéria orgânica nos rios está provocando maior incidência do borrachudo na zona rural de Joinville neste verão. A reação da Prefeitura, em ação conjunta da Fundema (órgão ambiental) e Fundação 25 de Julho (desenvolvimento rural), é a montagem de um grupo de trabalho para intensificar o monitoramento dos pontos mais afetados.

Estão envolvidos nesse trabalho técnicos da Prefeitura e da Prestadora de Serviços Augustus, empresa responsável pelo combate sistemático ao inseto com aplicação do biolarvicida biológico BTI (Bacillus Thuringlensis Israelensis).
O simulídeo, denominado popularmente de borrachudo, é um pequeno mosquito de cor escura que vive em todos os lugares, especialmente na beira de rios e matas próximas das casas. Sua picada é dolorida e produz pequeno hematoma que produz intensa coceira. Seu meio de reprodução são as águas correntes oxigenadas.
Quem pica o homem são as fêmeas do inseto, que necessitam do sangue humano para maturar seus órgãos reprodutivos. O ciclo de reprodução, desde a cópula até a postura dos óvulos, nascimento das larvas, pupas e dos insetos, é de 30 dias.
Até o final dos anos 90, quando a Prefeitura adotou um esquema terceirizado de combate, o borrachudo representou um preocupante problema social no meio rural de Joinville. Desde então, a aplicação sistemática de larvicida e política de proteção ambiental, o mosquito está sob controle.
No verão, contudo, segundo explica o presidente da Fundação 25 de Julho, Valério Schiochet, a população dos borrachudos tende a aumentar em razão das chuvas intensas, maior afluxo de pessoas na área rural e despejo de matéria orgânica nos rios, como esterco e dejetos humanos. “Em função dessa realidade, a partir desta semana estamos intensificando o monitoramento em ação conjunta com a Fundema e a empresa que aplica o larvicida”.
Teoricamente, as 17 mil pessoas que moram na zona rural de Joinville são alvo dos borrachudos. O controle sistemático, feito durante todo o ano, consiste na aplicação quinzenal do larvicida em 6 mil pontos. A diretora executiva da Fundema, Raquel Migliorini, explica que a aplicação do larvicida obedece a critério técnico que leva em conta a vasão dos rios. “O que provoca a maior proliferação são a retirada da mata nas margens dos rios, que cria áreas de remanso, onde as larvas se multiplicam. Há também a presença de mais matéria orgânica que alimenta o inseto”, explica.
A diretoria da Fundema informa também que aralelamente à aplicação do biolarvicida, a fundação está contratando os serviços da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que tem um núcleo de pesquisa exclusivo para simulídeos. “Nossa intenção é conseguirmos o diagnóstico para um efetivo controle biológico, melhoria da qualidade ambiental e a dispensa do uso do biolarvicida”, explicou.
Como controlar
- Proteger as margens dos rios. Elas abrigam pássaros e insetos que se alimentam de borrachudos.
- Não jogar esterco ou dejetos humanos nos córregos e rios.
- Construir esterqueiras ou utilizar fossa.
- Manter limpo o leito dos rios, retirando galhos da água.
- Não pescar fora de época nem usar redes e tarrafas. Os pequenos peixes são devoradores das larvas do borrachudo.

- Libélulas, aranhas, rãs, sapos e lagartixas também comem as larvas.

Fonte: Prefeitura de Joinville

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