Com projeto executivo concluído e recursos garantidos, edital será processado durante a vedação eleitoral para que os trabalhos iniciem em outubro
A Comissão de Economia realizou um debate focado no projeto de construção da nova ponte Afonso Altrak, localizada na Estrada Blumenau, sobre o Rio Piraí. A audiência reuniu parlamentares, representantes da Prefeitura de Joinville e lideranças comunitárias para detalhar aspectos técnicos, cronogramas e impactos das regras eleitorais na execução da obra. O presidente da comissão, vereador Adilson Girardi (MDB), foi quem propôs a discussão.
Atualmente, todos os trâmites burocráticos, desapropriações, o projeto executivo e a garantia de repasse de recursos pelo Governo do Estado estão finalizados. No entanto, o início físico das obras depende do fim da vedação da legislação eleitoral, que impede o início de novas obras públicas com recursos de convênios estaduais a partir de 4 de julho.
Para evitar atrasos maiores no cronograma de 12 meses de execução, a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) montou um planejamento "de trás para frente" para acelerar o início das obras o quanto antes:
O lançamento do edital está previsto para o final de agosto e a tramitação da licitação deve levar aproximadamente 45 dias para conclusão e elaboração do contrato durante o período de vedação. Conforme o diretor-executivo da Secretaria de Infraestrutura do município, Paulo Mendes Castro, se a eleição estadual for resolvida em 4 de outubro, a ordem de serviço poderá ser assinada no dia seguinte, 5 de outubro. Entretanto, caso ocorra segundo turno, a assinatura da ordem de serviço ficará condicionada à conclusão oficial do pleito estadual.
Questionado pela vereadora Vanessa Venzke Falk (Novo) sobre o motivo de o edital não ter sido lançado antes de julho, Castro, explicou que a legislação exige a formalização prévia da fonte de recursos. O que não pôde ser concluído antes do dia 4 de julho.
Recomposição do canal do rio
Um dos pontos centrais da discussão foi o impacto ambiental e de segurança da nova ponte de concreto em substituição à atual estrutura de madeira. A expectativa é que a obra solucione um problema histórico de represamento do Rio Piraí.
No andamento das obras, a ponte antiga será totalmente demolida após a conclusão da nova estrutura. Também serão retiradas as caixas de pedras instaladas em uma reforma anterior que acabaram encurtando o leito do rio. Com o alargamento e recomposição do canal, o fluxo de água voltará ao normal, evitando alagamentos que antes ameaçavam a estrutura e as residências do entorno.
Durante o debate, o vice-presidente da Associação de Moradores da Região Rural (Amesb), Jamiro Altrak, trouxe as apreensões da comunidade local: "Então, a nossa preocupação é se ela (a ponte) vai ser deslocada mais para o lado e, se ela tiver o levantamento da estrada até no final, toda essa água vai ser represada, vai passar pelo rio e ir afetando as casas no local.
Fonte: Câmara de Vereadores de Joinville
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