quarta-feira, 22 de julho de 2026

Obra da ponte Alfonso Altrak aguarda fim do período eleitoral para ter ordem de serviço

Com projeto executivo concluído e recursos garantidos, edital será processado durante a vedação eleitoral para que os trabalhos iniciem em outubro

A Comissão de Economia realizou um debate focado no projeto de construção da nova ponte Afonso Altrak, localizada na Estrada Blumenau, sobre o Rio Piraí. A audiência reuniu parlamentares, representantes da Prefeitura de Joinville e lideranças comunitárias para detalhar aspectos técnicos, cronogramas e impactos das regras eleitorais na execução da obra. O presidente da comissão, vereador Adilson Girardi (MDB), foi quem propôs a discussão.

Atualmente, todos os trâmites burocráticos, desapropriações, o projeto executivo e a garantia de repasse de recursos pelo Governo do Estado estão finalizados. No entanto, o início físico das obras depende do fim da vedação da legislação eleitoral, que impede o início de novas obras públicas com recursos de convênios estaduais a partir de 4 de julho.

Para evitar atrasos maiores no cronograma de 12 meses de execução, a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) montou um planejamento "de trás para frente" para acelerar o início das obras o quanto antes:

O lançamento do edital está previsto para o final de agosto e a tramitação da licitação deve levar aproximadamente 45 dias para conclusão e elaboração do contrato durante o período de vedação. Conforme o diretor-executivo da Secretaria de Infraestrutura do município, Paulo Mendes Castro, se a eleição estadual for resolvida em 4 de outubro, a ordem de serviço poderá ser assinada no dia seguinte, 5 de outubro. Entretanto, caso ocorra segundo turno, a assinatura da ordem de serviço ficará condicionada à conclusão oficial do pleito estadual.

Questionado pela vereadora Vanessa Venzke Falk (Novo) sobre o motivo de o edital não ter sido lançado antes de julho, Castro, explicou que a legislação exige a formalização prévia da fonte de recursos. O que não pôde ser concluído antes do dia 4 de julho.

Recomposição do canal do rio

Um dos pontos centrais da discussão foi o impacto ambiental e de segurança da nova ponte de concreto em substituição à atual estrutura de madeira. A expectativa é que a obra solucione um problema histórico de represamento do Rio Piraí.

No andamento das obras, a ponte antiga será totalmente demolida após a conclusão da nova estrutura. Também serão retiradas as caixas de pedras instaladas em uma reforma anterior que acabaram encurtando o leito do rio. Com o alargamento e recomposição do canal, o fluxo de água voltará ao normal, evitando alagamentos que antes ameaçavam a estrutura e as residências do entorno.

Durante o debate, o vice-presidente da Associação de Moradores da Região Rural (Amesb), Jamiro Altrak, trouxe as apreensões da comunidade local: "Então, a nossa preocupação é se ela (a ponte) vai ser deslocada mais para o lado e, se ela tiver o levantamento da estrada até no final, toda essa água vai ser represada, vai passar pelo rio e ir afetando as casas no local.

Fonte: Câmara de Vereadores de Joinville

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Proteção Civil debate condições da unidade do Case e cobra agilidade para nova sede


A Comissão de Proteção Civil realizou, na noite de segunda-feira (6), uma reunião extraordinária para debater a situação do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case, unidade dedicada a acolher jovens que tenham cometido atos infracionais), atualmente localizado na estrada Dedo Grosso, na zona rural do Vila Nova. O encontro reuniu parlamentares, membros do Poder Judiciário, Ministério Público e representantes das esferas estadual e municipal. O objetivo foi cobrar soluções emergenciais para a estrutura atual e acelerar os trâmites para a construção da nova sede no Distrito Industrial Norte.

Autor da proposta da reunião, o vereador Adilson Girardi (MDB) relatou a grave deterioração do prédio atual e cobrou promessas antigas feitas à comunidade da estrada Dedo Grosso, como pavimentação e transporte público. Girardi questionou ainda a segurança de internos e servidores, e qual será a destinação do imóvel após a mudança da unidade para o Distrito Industrial Norte. "Precisamos de uma diligência urgente ao governo do Estado e de uma moção para que a prefeitura garanta, ao menos, uma linha de ônibus aos finais de semana para atender as famílias dos jovens", defendeu.

O diretor do CASE Regional de Joinville, Douglas Wiederkehr — que havia solicitado o reagendamento do encontro para garantir a presença dos órgãos técnicos —, esteve presente e detalhou o tamanho do problema. Segundo ele, o terreno atual precisou ser dividido: a parte mais baixa foi interditada por segurança, e a unidade opera apenas na parte alta. Essa medida reduziu a capacidade de 70 para apenas 30 vagas de internação definitiva. Diego, da Gerência de Edificações do governo do Estado, explicou que o problema de parte da estrutura ocorreu por ter sido erguida sobre "solo mole". Ele garantiu que soluções simples estão sendo buscadas para fechar o perímetro e que não há risco iminente de desabamento nas áreas hoje ocupadas.

As manifestações mais duras sobre a situação partiram dos representantes da Justiça. O promotor do Ministério Público Marcelo Mengarda, que atua no caso desde 2015, criticou a atuação do governo estadual e alertou que a unidade atual não consegue captar recursos do Fundo da Infância e Adolescência por impossibilidade de registro nos conselhos e denunciou a falta de serviços básicos de saúde.

Já a juíza da Vara da Infância, Andréa Regina, endossou as preocupações, citando riscos até de falta de energia elétrica. A situação tem reflexo direto em episódios de tentativas de suicídio entre os internos, segundo ela. Todavia, a magistrada elogiou o esforço da direção na área educacional, mas comoveu a plenária ao relatar as dificuldades de logística das famílias. Ela citou que já precisou pagar a hospedagem de uma família com recursos do próprio bolso, pois eles não tinham como retornar para casa após o término de uma audiência por falta de ônibus.

Em resposta, o representante da Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri), explicou que o governo do Estado não pode desativar a unidade agora por falta de vagas em outras regiões. Ele anunciou que o governo autorizou a contratação de novos enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, embora o processo burocrático demande tempo para a posse desses servidores.

Edificação da nova unidade

O projeto do novo Case, que será construído no Distrito Industrial Norte, nas imediações da avenida Edmundo Doubrawa, promete uma estrutura moderna com 90 vagas, preparadas inclusive para a separação de grupos rivais e aplicação de medidas protetivas. Para dar celeridade, o governo utilizará o modelo de "contratação integrada", onde a mesma empresa assume o projeto e a execução da obra.

No âmbito municipal, os trâmites estão avançando. Pela Secretaria Municipal de Pesquisa e Planejamento Urbano (Sepur), Paulo Klein confirmou que o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) já foi protocolado. Como o zoneamento industrial permite a estrutura, a aprovação pode sair em até 90 dias, após a realização de audiências públicas.

Por sua vez, o comandante da Guarda Municipal de Joinville, Gabriel Colin, garantiu que a corporação fará o patrulhamento no entorno da nova sede e prometeu a instalação de câmeras com reconhecimento facial para tranquilizar os moradores vizinhos.

Ao final, o vereador Pelé (MDB) questionou os prazos de entrega e reforçou o coro por uma fiscalização incisiva. Ele apoiou integralmente a iniciativa de uma comitiva de vereadores ir pessoalmente ao Governo do Estado para exigir rapidez e evitar o que chamou de "uma tragédia iminente".

Entretanto, por falta de quórum, os vereadores que a ida a Florianópolis para cobrança de providências ao governo do Estado e a elaboração de uma moção para que a Prefeitura garanta uma linha de ônibus aos finais de semana para famílias dos jovens.

Fonte: Câmara de Vereadores de Joinville. Foto: Mauro Schieck

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Escola Senhorinha Soares ganha ginásio coberto e nova sala para educação infantil

Em breve os alunos da Escola Municipal Senhorinha Soares, localizada na Rodovia do Arroz, na comunidade Cristo Rei, terão novos espaços para estudos e atividades físicas. Está em obras a nova sala de aula, com 36 metros quadrados, para abrigar as turmas da educação infantil. A obra é resultado de mobilização da Associação de Pais e Professores e do Conselho Escolar, diante da precariedade e pouco espaço da sala que até então vem sendo utilizada.

Além da nova sala de aula, a escola também vai receber um novo ginásio coberto. As obras estão na fase de preenchimento das paredes em volta da estrutura metálica já instalada. A previsão de conclusão da obra é novembro deste ano. A quadra vai contemplar espaços multiuso, para futsal, vôlei, basquete e handebol. O espaço coberto também será utilizado para atividades de lazer da escola. 

A escola, que hoje conta com 130 alunos, também reivindica um espaço maior no seu entorno. Em recente reunião na Secretaria de Educação, o vereador Adilson Girardi sugeriu a aquisição do terreno ao lado da unidade, que serviria para futuras ampliações. "Quem sabe no futuro a escola possa atender do sexto ao nono ano e com certeza vai precisar de mais espaço", concluiu. Os gestores da secretaria ficaram de avaliar a possibilidade de aquisição. 

Foto: Rodrigo Bertoldi.