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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Palestra sobre controle do borrachudo nesta terça-feira

Técnicos da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema), Fundação Municipal de Desenvolvimento Rural (25 de Julho), e lideranças da Comunidade terão um encontro com um especialista no controle do borrachudo, nesta terça-feira (21/2), na Fundação 25 de Julho, das 9 às 11 horas. 

Quem irá compartilhar informações é o doutor em Ciências Biológicas, na área de Entomologia, Honório Francisco Prando, que é engenheiro agrônomo e também mestre em Agronomia. Prando é o responsável técnico da Prestadora de Serviços Augustus, empresa responsável pelo combate sistemático ao inseto, no município, com aplicação do biolarvicida Bti (Bacillus thuringiensis israelensis). 

Com vasta experiência sobre o cálculo de vazão de cursos de água, das doses do agente biológico e da eficácia dos larvicidas, ele vai falar sobre a metodologia de aplicação de Bti em córregos e rios. O objetivo é divulgar as informações a respeito do borrachudo é também ter a parceria da comunidade da zona rural, que pode contribuir no controle, a partir de iniciativas que combatam um criadouro, por exemplo. Um material de apoio com orientações será impresso e distribuído à comunidade. 

Iniciativas que contribuem no controle 

- Proteger as margens dos rios. Elas abrigam pássaros e insetos que se alimentam de borrachudos. 
- Não jogar esterco ou dejetos humanos nos córregos e rios. 
- Construir esterqueiras ou utilizar fossa. 
- Manter limpo o leito dos rios, retirando galhos da água. 
- Não pescar fora de época, nem usar redes e tarrafas. Os pequenos peixes são devoradores das larvas do borrachudo. 
- Libélulas, aranhas, rãs, sapos e lagartixas também comem as larvas. 

Sobre o borrachudo 

O borrachudo, como é popularmente chamado, é um pequeno mosquito de cor escura que vive em todos os lugares, especialmente na beira de rios e matas próximas das casas. Sua picada é dolorida e produz pequeno hematoma que produz intensa coceira. Seu meio de reprodução são as águas correntes oxigenadas.

Quem pica o homem são as fêmeas do inseto, que necessitam do sangue humano para maturar seus órgãos reprodutivos. O ciclo de reprodução, desde a cópula até a postura dos óvulos, nascimento das larvas, pupas e dos insetos, é de 30 dias. Até o final dos anos 90, quando a Prefeitura adotou um esquema terceirizado de combate, o borrachudo representou um preocupante problema social no meio rural de Joinville. Desde então, com a aplicação sistemática de larvicida e política de proteção ambiental, o mosquito está sob controle. 

No verão, contudo, a população dos borrachudos tende a aumentar em razão das chuvas intensas, maior afluxo de pessoas na área rural e despejo de matéria orgânica nos rios, como esterco e dejetos humanos. Teoricamente, as 17 mil pessoas que moram na zona rural de Joinville são alvo dos borrachudos. O controle sistemático, feito durante todo o ano, consiste na aplicação quinzenal do larvicida em 6 mil pontos.

Fonte: Prefeitura de Joinville

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