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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Pelo menos 268 compraram apartamentos de M. Queiroz

As vendas de apartamentos pelo Grupo Marcos Queiroz em Joinville ocorriam a todo vapor antes de os negócios serem colocados em xeque com o sumiço do empresário Marcos Queiroz, visto pela última vez na cidade há uma semana.

"A Notícia" teve acesso às planilhas de vendas de um dos ex-corretores do grupo. Os arquivos revelam que os seis empreendimentos, com datas de entrega previstas entre novembro de 2014 e novembro de 2016, já tinham pelo menos 319 unidades negociadas. 268 pessoas compraram apartamentos, em alguns casos houve clientes que adquiriram mais de um imóvel.

Segundo ex-funcionários, cada venda era fechada com entradas de R$ 25 mil a R$ 35 mil. Conforme as planilhas, os empreendimentos Alameda Frankfurt e Village Gold, no Vila Nova, além do Green Park, no Adhemar Garcia, já estavam com todos os apartamentos vendidos. Os mesmos arquivos apontam 192 unidades disponíveis em outros três condomínios.

Enquanto a investigação da Polícia Civil avança na tentativa de comprovar os indícios de um golpe coletivo (além dos imóveis, clientes de dois materiais de construção do mesmo empresário ficaram sem receber mercadorias), as possíveis vítimas do Grupo Marcos Queiroz buscam se organizar para minimizar os prejuízos.

Uma reunião com compradores de unidades do empreendimento Green Park foi agendada para amanhã, às 14 horas, na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas.

—Queremos nos organizar para encontrar a melhor forma de envolver o Ministério Público —, reforça Priscila Marcelino, 30 anos, que também comprou um apartamento do grupo.

O defensor público estadual Djoni Luiz Gilgen Benedete, de Joinville, confirmou ontem à reportagem que a Defensoria Pública estadual pode mover uma ação coletiva caso entenda que houve dano coletivo no caso. Uma reunião com possíveis vítimas foi marcada para o próximo dia 15 na sede da Defensoria, no América.

Se assumir a causa, a Defensoria representará apenas as pessoas que não têm condições de pagar um advogado.

MP investiga caso desde maio

O empresário Marcos Antônio de Queiroz é alvo de investigação do Ministério Público desde o último mês de maio em Joinville. Segundo o promotor Francisco de Paula Fernandes Neto, da 17ª Promotoria de Justiça (Defesa do Consumidor), o MP pediu a instauração de investigação policial sobre possíveis crimes contra a economia popular ou administração pública.

Três autos de infração encaminhados pelo Procon levantaram suspeitas de que o grupo promovia a oferta de imóveis sem o devido registro de incorporação imobiliária. O resultado das investigações, segundo o promotor, deverá ser objeto de análise de uma das promotorias criminais de Joinville assim que encaminhado a juízo.

Na oportunidade, portanto, não foi pedida a investigação para apurar eventual ou futuro crime de estelionato. Ainda conforme o promotor, no dia 18 de junho também foi instaurado um inquérito civil para apurar atividade ilegal potencialmente prejudicial aos direitos difusos dos consumidores (propaganda enganosa).

Informações foram solicitadas à Prefeitura, cartórios imobiliários e ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis. Ainda há informações pendentes. O inquérito civil deverá ser concluído até o fim do ano.
 

Polícia pede prisão preventiva de Marcos Queiroz

A Polícia Civil de Joinville formalizou no começo da tarde desta quinta-feira um pedido de prisão preventiva contra o empresário Marcos Antônio de Queiroz, que está desaparecido desde o último dia 1º de agosto na cidade. O delegado Zulmar Valverde entregou a documentação necessária no Fórum de Joinville por volta das 13h30. 

Fonte: Jornal A Notícia

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