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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Prefeitura avalia estragos na ponte do Piraí


Técnicos da Secretaria de Infraestrutura Urbana e da Defesa Civil de Joinville realizam as primeiras avaliações dos estragos causados pelo vendaval de segunda-feira na ponte sobre o rio Piraí, na Estrada Blumenau, zona rural do bairro Vila Nova. As primeiras ações são para recuperar as madeiras que caíram dentro do rio, reparar o guarda-corpo, separar o que pode ser aproveitado e remover os entulhos que restaram no leito.

Por ser um equipamento tombado pelo patrimônio histórico municipal, a cobertura da ponte deve ser recolocada. Segundo o engenheiro Aurelio Flenik, gerente da Unidade de Obras da Prefeitura, será realizada avaliação da quantidade de materiais que podem ser aproveitados e em seguida licitação para compra do que foi destruído.

Além dos danos causados na ponte coberta, o vendaval também trouxe prejuízos materiais para a Escola Municipal Senhorinha Soares, na Rodovia do Arroz, bairro Vila Nova. A ventania arrancou telhas e danificou árvores no entorno do estabelecimento.

Ponte com 127 anos de história

Tombada como patrimônio histórico municipal no ano de 2005, a ponte Alfonso Altrack, sobre o rio Piraí, na Estrada Blumenau, foi construída em 1886. Com estrutura coberta, foi reformada pela primeira vez em 1936. Em 2010 teve sua estrutura abalada, com erosão das cabeceiras, em função do período de chuvas que se abateu sobre Joinville. Naquele ano a ponte foi totalmente reformada com troca do madeirame e da cobertura.

Para a comunidade da região rural, é importante manter a ponte tombada como uma atração no turismo rural. Porém, com a inauguração da Rodovia do Arroz o trânsito de máquinas agrícolas se tornou perigoso no trajeto antes conhecido como Estrada do Sul. A alternativa, pela Estrada Blumenau, depende da construção de uma ponte de concreto, ao lado da ponte coberta.

“Precisa de uma ponte que suporte o escoamento da produção porque essa já não dá mais conta. Hoje eles têm que dar uma volta de 12 quilômetros só para chegar do outro lado do rio”, comenta Vanessa Macoppi, da Associação de Moradores da Estrada do Sul e Blumenau.

Segundo Aurelio Flenik, da Unidade de Obras, a construção de uma segunda ponte ao lado da existente depende de elaboração de projeto e de captação de recursos para a obra. 

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