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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Segurança no Vila Nova

O assalto a lojas no  Vila Nova ocorrido recentemente  mostra que é necessária uma mobilização popular por mais segurança em nosso bairro. Alguma coisa precisa ser feita e isso é urgente.

É notória a incapacidade do sistema penal em processar todos os conflitos que envolvem a segurança, além de ser questionável sua eficácia como forma de inibir novos crimes. No senso comum, sabe-se que a polícia prende hoje mas a Justiça solta no outro dia. É a legislação penal que temos.

Por isso, é necessário que se pense a segurança pública além dos modelos de gestão das agências policiais e penais. É preciso o envolvimento de outras esferas comunitárias em ações capazes de diminuir o potencial de criminalidade. Isso compreende pessoas, família, sociedade.

Sabe-se que fatores culturais e ambientais contribuem para piorar a situação da violência. Por isso, penso que as intervenções devem levar em consideração ações que contemplem políticas de planejamento urbano, educação, cultura, lazer, geração de emprego e renda. Cada um pode dar uma parcela de contribuição.

Depois da casa, a escola deveria ser o lugar principal para a disseminação de ações educativas no âmbito do civismo, da moral e bons costumes, para a formação de pessoas com consciência daquilo que se prega como “amar o próximo como a si mesmo”.  Mas os modelos devem vir de casa.

Talvez seja hora de pensar com o que estamos alimentando socialmente e culturalmente nossos filhos. Há esse comprometimento? Ou a educação está entregue à televisão, à novela e à internet. Coisas para pensar.

O fortalecimento de ações comunitárias, através dos Conselhos de Segurança, Associações de Moradores, deve ser considerado, principalmente no auxílio ao combate ao alcoolismo, ao consumo de drogas, fatos indiscutivelmente motivadores da criminalidade entre adolescentes e jovens de nossa sociedade.

Como gestor de uma destas entidades comunitárias do Vila Nova, o CAVIN, me proponho a prosseguir este debate, agora com mais intensidade. Aqueles que quiserem e puderem se aliar a este movimento em busca de soluções práticas e eficientes, o espaço está aberto.

Adilson Girardi

Jornalista (9158-4664)

Um comentário:

Giorgia Paula Paese disse...

Bem pertinente essa entrevista sobre segurança: 'Estado deixa de lado a segurança pública de Joinville', diz juíza - Titular da 1ª Vara Criminal de Joinville há quase três anos, Karen Francis Schubert Reimer critica o desequilíbrio entre as estruturas do Poder Judiciário em Joinville e na Capital. Vale a pena ler. http://anoticia.clicrbs.com.br/sc/seguranca/noticia/2015/04/estado-deixa-de-lado-a-seguranca-publica-de-joinville-diz-juiza-4737126.html