segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Festa da Polenta atrai mais de mil no domingo


Na zona Oeste, a Festa da Polenta foi só num dia, mas atraiu cerca de mil pessoas ao Vila Nova para o almoço com o típico prato da culinária italiana como protagonista. O evento organizado pelo Grupo de Desenvolvimento da Mulher Rural resgata a cultura de uma das principais etnias entre os imigrantes de Joinville. “É uma maneira de homenagear nossos pais de antigamente e celebrar a cultura italiana”, observou Nadir Zermiani, uma das organizadoras da festividade.


 Polenta foi o prato principal da festa da comunidade Santo Antônio

 
Além de atrair visitantes de cidades vizinhas, famílias joinvilenses encheram o galpão da comunidade Santo Antônio, algumas participando da festa pela primeira vez. Caso da família de Gionei Mistura, 30, do bairro Costa e Silva. “O evento é tradicional mas estamos vindo pela primeira vez. É bom fazer um programa diferente”, comentou, na companhia da esposa Idnéia Eulália de Oliveira, 36, e da filha Alexia, 11, antes de provar e aprovar as delícias do cardápio. As opções incluíram omelete com queijo, galinha caipira, macarrão caseiro, nhoque, queijos, verduras e, é claro, a polenta nas versões recheada, frita e na chapa.
Já o casal Osni, 69, e Relinde Benkerdorf, 63, é figura carimbada no evento. “Viemos todos os anos”, informou Relinde, que nasceu no Vila Nova mas hoje mora na região da Estrada da Ilha. Além dos atrativos gastronômicos, apresentações culturais com os grupos folclóricos italianos Fiori Alpini e Le Belle Amici, da comunidade Cristo Rei, e do coral Genitori ´Stiani, da comunidade Santo Antônio, deram o tom da animação durante o evento. “Eu sempre trabalhei na organização, mas desta vez fui só cantar. É uma festa maravilhosa, o povo adora”, disse Erlinda Moser, 73, do grupo Ganitori ´Stiani.
Para o vocalista e violonista do grupo Fiori Alpini, Milton Jaques Zanotto, a música reforça a necessidade do resgate da cultura italiana, considerando que as canções são executadas na língua de seus pais. “Vejo no trabalho do grupo o resgate e a continuação do que são nossas raízes”, refletiu ele, que tem levado para diversas cidades o trabalho do grupo, já com cinco anos de estrada e dois CDs gravados.  

Fonte: Jornal Notícias do Dia / Foto: Leandro Ferreira/ND

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